A exportação de alimentos exige mais do que um bom produto: é preciso comprovar qualidade, segurança e conformidade com normas internacionais. Neste cenário, as certificações deixam de ser um diferencial competitivo e passam a ser uma obrigação para quem deseja acessar mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos e Japão.
Sem elas, a indústria simplesmente não consegue participar do comércio global.
Neste artigo, explicaremos de maneira objetiva quais são as certificações e o peso de cada uma dentro do processo de exportação. Boa leitura!
Por que as certificações são tão importantes na exportação de alimentos?
As certificações internacionais para alimentos funcionam como um “passaporte” para as empresas que querem competir fora do Brasil. Elas comprovam que os processos produtivos seguem rigorosos padrões de segurança alimentar, higiene, rastreabilidade e respeito às regulamentações internacionais.
Ao obter essas certificações, a indústria demonstra que seus produtos estão em conformidade com normas sanitárias e ambientais, além de transmitir confiança a distribuidores e consumidores estrangeiros.
Nos mercados mais competitivos, como os da União Europeia, Estados Unidos e Japão, é praticamente impossível exportar sem comprovar essas conformidades.
Portanto, mais do que um selo de qualidade, as certificações são um requisito básico para participar da cadeia global de fornecimento.
Quais certificações internacionais são mais requisitadas?
Existem diferentes certificações para exportar alimentos, cada uma com exigências específicas. A escolha depende do país de destino e do perfil do produto. Entre as principais, destacam-se:
HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points)
Uma das bases da segurança alimentar, o HACCP identifica riscos biológicos, químicos e físicos ao longo da produção e estabelece pontos críticos de controle. É amplamente aceito e costuma ser a porta de entrada para outras certificações.
ISO 22000
Norma internacional que integra os princípios do HACCP a um sistema de gestão mais amplo, incluindo monitoramento, melhora contínua e comunicação ao longo da cadeia de suprimentos. Indicado para indústrias que desejam padronizar a gestão de segurança alimentar em nível global.
FSSC 22000
Reconhecida pelo GFSI (Global Food Safety Initiative), combina ISO 22000, requisitos técnicos adicionais e programas de pré-requisitos. É uma certificação de alto nível, muito solicitada por grandes redes varejistas e multinacionais.
BRCGS Food Safety
Desenvolvida no Reino Unido, é exigida principalmente por varejistas e distribuidores europeus. Avalia critérios de segurança, qualidade e conformidade legal, sendo essencial para que exporta para a Europa.
FDA (para EUA)
Obrigatória para empresas que desejam vender alimentos nos Estados Unidos. Envolve registro junto ao órgão americano e, em muitos casos, inspeções presenciais para validação de processos.
Certificações Halal/Kosher (dependendo do destino)
Essenciais para acessar mercados específicos. O selo Halal garante que o alimento segue os preceitos islâmicos, sendo fundamental para exportar a países do Oriente Médio e parte da Ásia.
Já o Kosher atende às normas judaicas, com alta demanda em Israel e em comunidades judaicas espalhadas pelo mundo.
Cada uma dessas certificações exige níveis diferentes de adequação, investimento e complexidade, mas todas têm em comum a necessidade de processos sólidos e auditáveis.
Como obter essas certificações?
O caminho para conquistar as certificações internacionais de alimentos pode variar, mas normalmente segue um fluxo semelhante:
Diagnóstico interno
Avaliar a situação atual da empresa, identificar lacunas em relação aos requisitos da certificação desejada e elaborar um plano de ação.
Adequações sanitárias e estruturais
Ajustar processos produtivos, layout de fábrica, higienização de equipamentos, controle de insumos e rastreabilidade.
Treinamentos
Capacitar colaboradores para que entendam e apliquem corretamente os procedimentos de segurança alimentar e gestão de qualidade.
Auditorias
Realizar auditorias de preparação antes da avaliação certificadora oficial, garantindo que não haja falhas que possam levar à reprovação.
Uma dica importante é contar com consultorias especializadas em exportação de alimentos. Esses profissionais dominam as normas internacionais, auxiliam na implementação das exigências e aumentam as chances de aprovação na primeira auditoria, economizando tempo e evitando prejuízos.
Certificação: o passaporte da sua indústria para o mundo
Na prática, não há exportação de alimentos sem certificações internacionais. Elas são exigências formais para competir nos principais mercados e, ao mesmo tempo, um sinal de confiabilidade para distribuidores e consumidores.
Investir na preparação correta coloca a sua indústria em posição de destaque, evita problemas com reprovações e garante acesso a mercados de alto valor agregado. E com suporte técnico, esse processo se torna mais ágil e seguro.
Quer preparar sua indústria para os mercados internacionais? A CAMEX ajuda você a identificar e conquistar as certificações certas.
Em resumo
Porque comprovam qualidade, segurança e conformidade com normas internacionais, sem as quais é impossível competir nos principais mercados.
Entre as principais estão:
– HACCP;
– ISO 22000;
– FSSC 22000;
– BRCGS;
– FDA (EUA);
– selos Halal e Kosher.
É um sistema que identifica riscos e estabelece pontos críticos de controle, sendo a base da segurança alimentar global.
A ISO 22000 define um sistema de gestão de segurança alimentar, enquanto a FSSC 22000 agrega requisitos adicionais reconhecidos pelo GFSI.
Empresas que desejam exportar para a Europa, já que o selo é amplamente exigido por varejistas e distribuidores europeus.
As empresas precisam se registrar no FDA, adequar processos e, em muitos casos, passar por inspeções presenciais.